florescem os vazios de mim.
de compridas e pálidas pétalas,
de secas folhas cheias de nervos
onde pulsa o nada.
desenhada de solitude,
a flor da minha dor.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
à revelia
esqueceu de dizer que isso de viver é também coisa doída.
daquele tipo de coisa que mastiga a alma, com lentidão perversa e quase bela de tão leve. coisa assim que disfarça o tempo, mas dele nunca se desfaz, enganando vontades e anseios. é dessas coisas que se esquiva fácil, fácil.
esqueceu de dizer também que há quem nem o doído da coisa sinta e que não há sentido que lhe interesse nessa coisa tão absurda. e que gentes assim não querem sentido, e nem tem sentido a coisa também.
vivem à revelia da própria coisa, essa de viver.
daquele tipo de coisa que mastiga a alma, com lentidão perversa e quase bela de tão leve. coisa assim que disfarça o tempo, mas dele nunca se desfaz, enganando vontades e anseios. é dessas coisas que se esquiva fácil, fácil.
esqueceu de dizer também que há quem nem o doído da coisa sinta e que não há sentido que lhe interesse nessa coisa tão absurda. e que gentes assim não querem sentido, e nem tem sentido a coisa também.
vivem à revelia da própria coisa, essa de viver.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
quinta-feira, 21 de maio de 2009
she's lost control
não fui eu que apertei o play. o tempo corre, o ritmo aumenta, o frenesi pulsa intenso. all over my head. angústia, ansiedade, desesperança. again and again. sem (auto) controle. como uma marionete que se move ao som da faixa desgovernada.
I need a pause.
I need a pause.
terça-feira, 28 de abril de 2009
elaeu
é como um verso antigo
e sem esperança,
rabiscado num papel
amassado e descartado
pela falta de rima.
e sem esperança,
rabiscado num papel
amassado e descartado
pela falta de rima.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
o nome disso é pieguice
não foi a simetria de gosto musical, cinematográfico ou alcóolico.
não foi também a sintonia de sorrisos trocados tão gratuitamente.
nem mesmo os olhares tão cheios de versos.
não foi o toque sem querer, nem o arrepio que vinha logo em seguida.
não foram as coincidências, Itajaí ou Leminski.
foi sua cicatriz perto do olho direito.
foi por ela que me apaixonei.
não foi também a sintonia de sorrisos trocados tão gratuitamente.
nem mesmo os olhares tão cheios de versos.
não foi o toque sem querer, nem o arrepio que vinha logo em seguida.
não foram as coincidências, Itajaí ou Leminski.
foi sua cicatriz perto do olho direito.
foi por ela que me apaixonei.
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