terça-feira, 25 de novembro de 2008

eu quero brincar
de Leminski
e Ruiz
num Paraíso
bem longe daqui.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

fogo.
a nicotina se mistura ao gosto do café que gruda nos dentes, língua e céu da boca. invade os espaços vazios e tantos. enlouquece. envidencia uma solidão quase invisível de tão costumeira. e não te deixa fechar os olhos, te esfrega a visão de uma solidão velha, crua e seca. sangra fria e fétida. quis silenciar aquela verborragia mental que atravessava os sentidos e roía os ossos. nada mais pulsava. permaneceu no espaço do que já não havia.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

de cabeça-pra-baixo
raiar do sol no fundo
asas, flores, sorrisos.

4 dias.
passado-futuro.
30 reais.
é que quando
sambo só,
sambo livre
sambo leve
sambo triste e bela.

e se escolho
meu passo só
é que prefiro
a sintonia do
meu próprio descompasso.
no fundo da porcelana branca,
o desconhecido e um palpite.
concreto. límpido.
leve e livre.

4 dias, disse a ruiva.
e a doçura dos olhos
se fundiram ao
amargo da borra.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

give me your hands
let me burn in your skin
come, and call me baby.

dance with me, champ
and make my whole
body on fire.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

romance veio torpe
rejeitado
desenhado em versos
de olhares.
há de cair
ébrio
sobre
pêlos e pele.
que doçura
mais amarga
se fazer verso
em corpo alheio.
gêmeos.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

sentido

vem quase sempre
com o nascer da noite
e se desmancha inteiro
com o tédio da manhã seguinte.

um sorriso de encanto em qualquer esquina.

my sweet sweet heartkiller.