eu quero transbordar
em metáforas
eu quero derreter
em melodias
doces e suaves.
ser sorriso
verso
leveza.
e só.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
água
foi como no terceiro conto de Caio,
depois de um, dois, três encontros,
ele me viu.
entre tanta histeria e multidão,
ele era, invariavelmente, Pérsio
e eu, tão patético, Santiago.
eram palavras tantas
que se encontraram em silêncio,
do lado de dentro.
depois de um, dois, três encontros,
ele me viu.
entre tanta histeria e multidão,
ele era, invariavelmente, Pérsio
e eu, tão patético, Santiago.
eram palavras tantas
que se encontraram em silêncio,
do lado de dentro.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
fogo.
a nicotina se mistura ao gosto do café que gruda nos dentes, língua e céu da boca. invade os espaços vazios e tantos. enlouquece. envidencia uma solidão quase invisível de tão costumeira. e não te deixa fechar os olhos, te esfrega a visão de uma solidão velha, crua e seca. sangra fria e fétida. quis silenciar aquela verborragia mental que atravessava os sentidos e roía os ossos. nada mais pulsava. permaneceu no espaço do que já não havia.
a nicotina se mistura ao gosto do café que gruda nos dentes, língua e céu da boca. invade os espaços vazios e tantos. enlouquece. envidencia uma solidão quase invisível de tão costumeira. e não te deixa fechar os olhos, te esfrega a visão de uma solidão velha, crua e seca. sangra fria e fétida. quis silenciar aquela verborragia mental que atravessava os sentidos e roía os ossos. nada mais pulsava. permaneceu no espaço do que já não havia.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
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